domingo, 2 de janeiro de 2011

RECADO DO DONO DO ETHOS


Já há um mês e sem previsão alguma de retornar.
A vida real exige total atenção agora.
Quem quiser, pode me ver, contudo, no EnTHulho, blog que não para nunca! http://www.enthulho.blogspot.com/


Até a volta!

domingo, 19 de dezembro de 2010

QUANDO O VILÃO TAMBÉM SANGRA


Entre crises de choro e de consciência, uma angustiada rotina. Uma sensação de vazio. Mais do que a abstinência - o que mais lhe doía a alma era ausência.
Ausência de quem é do bem. De quem sempre lhe fora companhia, ainda que à distância. De quem só tem pureza no coração e que lhe ensinava diariamente a ser uma pessoa melhor.
Ruptura. A palavra por si já causa estrago. Mas ela se faz agora necessária.
Ele se vale de qualquer artifício para poder consertar, voltar atrás. Faria qualquer coisa, muito mais do que se imagina, se isso representasse um novo começo, um renascimento. "Chorar pelo leite derramado não adianta", dizem e prosseguem: "Porque não assumir as conseqüências de seus atos e tirar um belo aprendizado disso tudo? Fazer as pessoas sangrarem e sair intacto, isso não é justiça, logo a justiça que você sempre clamou".
Ele não consegue responder. Só se encolhe na posição fetal. "Tão bom quando eu era criança. A vida de adulto é cheia de regras pra seguir, e se você não evoluir, vai acabar cada vez mais tendo essas atitudes infantis quando não são mais cabíveis".
Maldade não. Desorientado e despreparado sim. Da pior forma possível. Ele não conseguiu sair da bolha que sempre se revestiu pra deixar as benesses da vida de adulto adentrarem. Ele acreditou que poderia continuar fazendo parte dessa bolha paralelamente à sua vida que estaria tudo bem.
Caiu do cavalo. E feio. E não havia o preparo suficiente pra correr atrás do prejuízo. Resultado: está sem norte.
Sem rumo. Com a vida comprometida com sua falta de crescimento.
Muito tempo perdido na bolha. Muitos anos desperdiçados sem qualquer coerência ou explicação.
Um fraco. Um derrotado. Um ser sempre intranquilo e indigno de qualquer admiração.
Um ser na lama, no fundo do túnel, afundando cada vez mais...
Mas ainda assim, um ser que ama.
O amor é como uma vida. Quando despedaçada, as feridas cobrem todo o corpo e causam sensações terríveis. Aquela típica dor que você pensa que será permanente. Mas o ser humano tem uma capacidade incrível de se regenerar. Mais do que isso, ele consegue a proeza de ressurgir ávido por recuperação e pronto pra continuar rumando.
Junto ou separado? Não se sabe...
O que se sabe, contudo, é que o ser, por ter plena consciência de tudo isso, por aceitar seu destino e seu vazio, sua situação periclitante atual, já se torna digno do tão esperado "segundo olhar" que as pessoas podem ofertar. A despeito de todo alarde comercial envolvido, o Natal é sim, na sua essência, um período de milagres. Milagres no coração.
O famigerado ser que está na lama acredita piamente nisso. Mais ainda: ele confia nesse fiapo de esperança pra se salvar. Ele tá na lanterna dos afogados, sem saber onde ir, mas sinalizando que precisa ser salvo. Salvo da bolha. Salvo como todo ser humano de potencial não óbvio merece ser. Salvo como todos aqueles que não no último lugar do podium precisam pra progredir.
Salvo porque ainda ama. Ainda quer e vai conseguir...
Há a possibilidade dele não conseguir mais ser inteiramente feliz. Não está em depressão. Só é custoso acordar. Ele abre os olhos, senta na cama, reza, chora, respira e se levanta.
Parece que é algum tipo de defesa do corpo dele pra não enlouquecer de dor. O dia segue com pequenas "armadilhas": um livro que foi presente de aniversário de um lado, o DVD de uma série que acompanharam juntos de outro. Toca então as lembranças, essas sim as mais doídas de todas. Apertam mais porque sabe que tudo isso foi fruto de sua fraqueza. Sim, a culpa foi sua. A culpa confessa faz com que todo seu dia prossiga aéreo, reflexivo. É tão difícil tomar decisões como o que comer, por exemplo. Ele tentara estudar, ver televisão, não fazer nada. Tudo o remetia ao acontecido. E a culpa acompanhando pra onde quer que fosse. A culpa produz a vergonha e, consequentemente, a vontade de desistir de tudo. De ir até a circunstâncias extremas - nesse ponto começa a entender as pessoas que cometem loucuras como suicídio, por conta do amor.
Ele está sangrando. Não quer se comparar com a outra dor, mas também está. A pulsão de vida pode nunca mais ser como a de antes, ele tem a certeza de que, como uma pessoa amputada, vai ter que conviver com a dor pra sempre se não houver o recomeço.
Clama, então, por ele...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

PARCEIRA XVIII - Kate Bush



A parceira da vez é a cuja atividade é a mais antiga dentre as minhas!
Kate Bush veio da Inglaterra e começou sua carreira na década de 70 com muita dificuldade, só explodindo em 1978 com a clássica "Wuthering Heighs" (Morro dos ventos uivantes, inspirada no livro da escritora Emily Bronte). Foi justamente com essa canção que a conheci - e por ironia da vida de TH, sua música mais famosa é a minha preferida (logo eu que sou eternamente fã de sucessos menos estrondantes...).
Não, ela não é uma "one hit wonder". Ela teve alguns clássicos lançados na década de 80, dentre eles o megahit Babhooshka, cujo clipe me remete a uma "She-Ra morena"!
Porém, nunca fui profundo conhecedor da carreira de Kate. Para mim ela era uma cantora bacana, totalmente performática e olhuda (a maneira com a qual arregala os olhos nos videoclipes é hilária). Faltava o empurrãozinho final pra que a moça se tornasse uma "parceira com louvor" de TH e este veio, quando comprei um show dela em DVD no ano passado.
Pronto: tacou logo em seguida querer conhecer seus discos, sua biografia e houve uma sintonia instantânea!
O bacana é perceber que a moça, apesar de estar no ostracismo, lança discos contemporâneos até agora (quer dizer, o último foi na década de 2000. Mas só em saber que não teve destino trágico ou carreira abreviada por morte já fico satisfeito!:)





And if I only could,
I'd make a deal with God,
And I'd get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could, oh...

You don't want to hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware I'm tearing you asunder.
Ooh, there is thunder in our hearts.


1987 - KATE BUSH - Running Up That Hill


TH - Fechamento de mês!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

TH NEWS FLASHES XXXI - Às boas com as frustrações!


Esquecer um aniversário pra mim é um crime de proporções dantescas!
Nasci assim. Sempre foi assim comigo. Ainda mais depois de contagens regressivas, cogitações, planejamentos...
E quando acontece o oposto, eu fico revoltado. Triste. Machucado, chateado e tudo o mais.
Ao fazer isso, muitas vezes, surgem sentimentos de decepção, de desânimo e até mesmo de frustração ao percebermos que, das coisas que planejamos, nem tudo conseguimos atingir.
Isso se estende também ao fazermos metas, planos para o ano que se inicia e, na maioria das vezes, conseguimos pouquíssimo. Volta e meia ficamos nos perguntando se devemos mesmo traçar metas e planos para o próximo ano.
E a culpa é de quem? Minha mesmo.
Não é de hoje que eu vivo insistindo pra mim mesmo que eu não posso esperar que o mundo me dê as respostas desejadas pois nada acontece assim. Mas minha natureza é teimosa: ela cria expectativa, secretamente fica desejando com todas as suas forças que as coisas cheguem do jeito que esperamos. Piscianos são assim - não vou lamentar meu modo de ser pois nasci com isso e por mais que lute pra mudar, não vou conseguir.
Mimo? Futilidade? Acho que o caminho é bem mais árduo que isso aí. Seria o mesmo que pedir pruma pessoa de gênio forte que se contenha e ache tudo lindo quando contrariada. Quando se lida com natureza humana, meus caros, o buraco é bem mais embaixo.
Se mudar não é possível, há outras alternativas pro bom convívio? Creio que sim. Contrariando toda torcida opositora, nós somos bem mais flexíveis e abertos ao amadurecimento e aprendemos sim com nossos erros. Mais que isso: conseguimos nos situar em meio às nossas frustrações e atribui-las um peso bem menor em prol da evolução como ser humano.
Entendo hoje, mais do que tudo, que temos uma capacidade inacreditável de superar nossas expectativas frustradas. Nunca vamos conseguir alguém que atenda nossos apelos mínimos 100%, as pessoas são diferentes e têm entre si interesses distintos. Temos que conviver com isso. Há pontos cruciais, claro, mas até neles precisamos manter o equilbrio e não deixar as emoções interceptarem na lógica sem graça da razão...
Saldo de tudo isso: machucado curado, cabeça erguida, abertura ao diálogo e reação amena quando a contrariedade vier. Decisão de continuar também traçando planos e criando expectativas pois é necessário que tenhamos uma direção a seguir - na vida amorosa, profissional e todas mais, mas nossas metas e planos não podem ser rígidos: precisam ter flexibilidade, pois dificilmente as coisas acontecem no momento exato da nossa vontade, do jeito exato que planejamos; por isso, temos que estar sempre prontos para revê-los e refazê-los.
O último tópico do saldo: obter, consequentemente, a maturidade tão almejada...

Quem tiver interesse nos avanços obtidos, que fique e confira!


TH - ;)

domingo, 28 de novembro de 2010

POR QUE NÃO REGISTRAR?



se e´ la vita che dai
a chi ti chiede aiuto
se il pensiero che hai
e´ gia´ concreto in me
la preghiera che fai
è il credo che ho cercato
un sapore che ormai io non baciavo piu´

e mi abbandono a te
la mia pace e´ stabile
ed abbandono tutti i miei se

you´ll always be a part of me
resta qui
nel vento che ha soffiato
you´ll always be inside of me
resta qui per un po´?

se il rispetto che dai
è darti senza fiato
se la scelta che fai
è una carezza in piu´
se è nel tempo che hai
il tuo vero alleato
un sentiero che ormai
io non passavo piu´

io mi abbandono a te
a una pace affabile
ed abbandono tutti i miei se

you´ll aways be a part of me
resta qui
nel posto che hai trovato
you´ll always be inside of me
resta qui per un po´?

e mi abbandono a te
a una pace immobile
poi ti abbandoni su di me

you´ll always be a part of me
resto qui
nel vento che hai portato
you´ll always be inside of me
resta qui per un po´

you´ll always be a part of me
resto qui
nel posto che ho cercato
you´ll always be inside of me
resto qui per un po´
resta qui per un po´

...you´ll always be a part of me...

2004 - LAURA PAUSINI - Mi Abbandono a Te


TH - 2 anos! *.* :´

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

CLIPO TH ECA BÁSICA XVI - Os clipes que me 'iludiram"





Eu tenho um carinho imenso por esse clip de Alanis. Um dos meus preferidos dela.
Tão pisciano. Tão "sonhador", idealizando a figura do ser amado. E essa capacidade de se estar num lugar e de se teletransportar pra onde a imaginação, sem limite algum, determina, também é muito minha.
Não é a toa que enxergo Alanis como uma irmã mais velha. Mais centrada, que consegue verbalizar bem tudo aquilo que eu não consigo, muitas vezes, expessar.
A letra também é bem casada com o vídeo...
Alanis, que sua gravidez lhe dê energia pra fazer grandiosidades novamente como essa!


Você me salvará, certo?
Do exato modo que eles nunca me salvaram...?
Eu serei feliz, certo?
Quando sua capacidade de cura chegar até mim...
Você irá realmente me completar?
Então minha vida pode finalmente começar
Eu só serei merecedora
Apenas quando você perceber a jóia que eu sou?

Mas isso não irá funcionar agora do mesmo jeito que já aconteceu
E eu não vou continuar com isso mesmo que eu te ame
Uma vez que eu saiba quem eu não sou, então eu saberei quem sou
Mas eu sei que eu não ficarei bancando a vítima

Essas preciosas ilusões em minha mente
Não me decepcionaram quando eu era indefesa
E renunciar à elas é como renunciar aos melhores amigos invisíveis...


2002 - ALANIS MORISSETTE - "Precious Illusions"


TH - Recorrendo aos tais amigos!